Irmão Justino Alves Martins Júnior
PRESIDENTE DE MISSÕES DA IDBGP
Romanos 1.1A prática da escravidão era considerada normal no mundo antigo. Principalmente no Oriente Médio. As palavras que os escritores bíblicos, freqüentemente usam são: no hebraico "Ebed"; termo que aparece aproximadamente 750 vezes, desde Genesis 9.25 até Malaquias 4.4. No grego "Doulos", vocábulo que aparece 121 vezes, desde Mateus 8.9 até Apocalipse 22.6.Quando Paulo usa este termo soa ofensivo e depreciativo aos ouvidos do homem pós-moderno acostumado a presenciar através da mídia televisiva, regimes ditatoriais, onde um monarca déspota oprime o povo. Mas Paulo se auto denominava escravo (Doulos) no original encontramos "Paolo Doulos Kyrios Iesous Kristós". Queremos fazer uma exegeses, para conhecermos nosso privilégio de sermos servo do Senhor. Em primeiro lugar, quando Paulo fala de ser escravo de Cristo ele dizia que tinha sido comprado por Cristo. Que ele era propriedade de Jesus. Era costume vetero testamentário a compra e a venda de pessoas como escravas. Havia uma lei humanitária que um cativo de guerra podia ser feito escravo (Números 31.7-35; Deuteronômio 20.10-18; 2 Crônicas 28.8-15) sendo esta prática considerada humanitária porque evitava a morte do povo derrotado por parte do povo vitorioso. O Antigo Testamento estipulava o preço em 40 siclos, preço médio por um escravo. (2 Macabeus 8.11). Aqui aprendemos que éramos escravos do pecado, viviamos para satisfazermos os desejos pecaminosos da carne. Mas fomos comprados por bom preço, não por prata ou ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo derramado na cruz do calvário para remisssão dos nossos pecados. Este é o nosso maior privilégio. Não somos mais nosso, somos do Senhor! Em segundo lugar, Paulo nos ensina que nós temos um dono, não vivemos para nós, temos um dono, um proprietário que devemos agradar. Que maravilha é ter o Senhor como nosso dono! Ele não é um ditador ou déspota, mas a Bíblia diz que ele é benigno, misericordioso, bom, cheio de amor, que é tardio em irar-se, complacente, paciente, santo e justo. O Senhor não é como os patrões no mundo capitalista, pelo contrário, Ele mesmo se fez servo para ser apto como sumo sarcedote à interceder pelo seu povo. O Novo Testamento traz a lume um escravo fujão por nome Onésimo que abandonou seu dono Filemom por maus tratos. Paulo o exorta a voltar (Filemom 10.16). O Senhor não é assim. Nunca o deixaremos por maus tratos. Terceiro lugar, aprendemos que todo escravo na Bíblia era marcado para identificar a que proprietário pertencia o escravo. O método variava entre as nações antigas. Desde a marca do nome do proprietário no escravo até a forma do corte do cabelo. Na Babilônia, por exemplo, era costume fazer o escravo usar pulseiras no pulso, no tornozelo ou mesmo no pescoço. Entre os israelitas, o escravo tinha uma das orelhas furadas com a ajuda de uma sovela (Êxodo 21.6; Deuteronômio 15.17). Temos a nossa marca, não exterior, mas no coração. Não vivemos para nós. O escravo vive para o seu Senhor! Concluímos dizendo às pessoas que ainda não possuem Cristo como seu Senhor, que se decidam por Cristo. Porque é melhor ser escravo de Cristo do que de satanás. Às pessoas que já tem Cristo e freqüentam uma igreja evangélica, se alegrem por ter Jesus como seu Senhor. Por fim, você que esta afastado dos caminhos do Senhor, volte para ele. Pois o que foi que o Senhor fez?
Nenhum comentário:
Postar um comentário